Ex-ombudsman Ernesto Rodrigues escreve livro sobre a TV Cultura

A experiência e as reflexões do jornalista Ernesto Rodrigues como ombudsman da TV Cultura de São Paulo estão reunidas no livro “O Traço da Cultura” (Editora Reflexão, 336 págs., R$49,90).
Rodrigues exerceu por dois anos (2008-2010) o cargo, até então inédito no Brasil, de crítico de um meio televisivo. Diferentemente do que acontece na Folha, ele não focava apenas no noticiário; sua análise incluía a programação artística, educativa e esportiva.
O título dá uma pista sobre o tom da obra. “Traço” é um jargão para programas que não registram mais que meio ponto de audiência. Essa, inclusive, é uma das maiores críticas do ex-ombudsman à Cultura: o descaso em relação ao público ao exibir, por exemplo, documentários cifrados sem nenhuma preocupação com o didatismo.
O jornalista define a “emissora mais festejada e menos assistida do Brasil” como “um parque de diversões da elite cultural paulistana em que todos trabalhavam de costas para o público.”
Após a passagem de Ernesto, a TV Cultura extinguiu o cargo de ombudsman.