‘New York Times’ atualiza guia de conduta da Redação nas redes sociais

Por treinamento

O “New York Times” anunciou, nesta sexta (13), atualizações feitas nas diretrizes de conduta dos membros da Redação nas redes sociais.

Na página do anúncio, o jornal enfatizou que a presença de seus repórteres e editores nas redes é fundamental para a manutenção da liderança do veículo na internet. Tamanha influência, contudo, vem acompanhada de grande responsabilidade, uma vez que a atuação dos jornalistas pode tanto contribuir para a reputação do “Times”, quanto arranhá-la.

Foi reiterado que manifestação de opiniões políticas, por exemplo, pode ser vista pelos leitores como posição oficial do veículo, e que todo e qualquer conteúdo postado ou curtido no Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat, mesmo em contas pessoais, é público e potencialmente será associado ao jornal.

Prédio do “New York Times”, em Nova York (Divulgação)

“Minha conta no Twitter é uma conta do ‘Times’. O veículo não a controla, mas é diretamente responsabilizado por tudo que lá aparece – para o bem ou para o mal, o leitor a vê como uma extensão das plataformas digitais do jornal. Todos da Redação deveriam ver isso como o preço por ser contratado por uma grande empresa de mídia”, escreveu o repórter Nick Confessore, um dos responsáveis pela atualização do guia.

O “NYT” ainda orienta que o profissional seja respeitoso com seu público, jamais subestimando a compreensão do leitor sobre seu trabalho. Respostas de comentários devem ser ponderadas, e provocações, ignoradas a fim de evitar conflitos.

Caso o jornalista ainda tenha dúvidas sobre a validade de sua publicação, a instrução é que ele se pergunte, antes de postá-la, se tal opinião seria expressada em uma coluna no jornal, se o conteúdo contaminaria a imparcialidade jornalística ou se atrapalharia o seu trabalho e o de seus colegas.