Jornalista da Folha Sabine Righetti vence Prêmio Estácio de Jornalismo na categoria impresso nacional

Por treinamento

Com a reportagem “Ciência Sem Fronteiras põe só 3,7% dos alunos em instituições ‘top’”, a jornalista Sabine Righetti, colaboradora da Folha, foi a vencedora da categoria impresso nacional do Prêmio Estácio de Jornalismo 2017.

Publicada em junho de 2016, a reportagem mostrou que apenas uma parcela mínima dos participantes do Ciência Sem Fronteiras estava nas 25 melhores universidades do mundo.

Sabine Righetti recebeu o prêmio de Alberto Senna, vice-presidente Jurídico do Grupo Estácio (Bruno Lorenzo/Divulgação)

Segundo Sabine, a pauta surgiu de um questionamento sobre a eficácia do programa diante da falta de posicionamento do governo sobre os resultados. “Resolvi eu mesma avaliar. Foi um processo que me mostrou que nós, jornalistas, não podemos nos contentar com respostas prontas. Temos que ir atrás de dados para responder nossas próprias perguntas”, disse.

O Ministério da Educação decretou o fim do Ciência Sem Fronteiras para graduação em abril deste ano. “O jornalismo pode ter um impacto neste nível, de revelar a ineficiência de um programa bilionário”, declarou.

Sabine recebeu o prêmio de R$ 15 mil em cerimônia de premiação nesta quinta-feira (5), no Hotel Hilton Copacabana, no Rio de Janeiro.  Em 2013, ela venceu na mesma categoria pelo Ranking Universitário Folha (RUF), junto com Fábio Takahashi, Heloísa Helvecia, Hélio Schwartzman, Vera Guimarães e Daniele Doneda.

Neste ano, 386 trabalhos foram inscritos no concurso, que reconhece as melhores reportagens sobre educação no país.