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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Professores dão aulas de inovação para estudantes de jornalismo

Por treinamento
 
Em um momento em que a inovação do jornalismo está em pauta, o portal britânico journalism.co.uk conversou com dois professores universitários sobre os desafios de trabalhar o tema em sala de aula.
 
Dan Pacheco, professor de inovação do jornalismo na Universidade de Syracuse, em Nova York, diz que procura dar um curso modificado a cada ano. Ele ministra experiências práticas com novas tecnologias e tenta mudar a forma de pensar de seus alunos, levando-os a operar em fluxos de trabalho mais ágeis.

“É sobre religar os cérebros deles para procurar por novas tecnologias, ter ideias, não ter medo de experimentá-las e, ainda que fracassem, compartilhar o que aprenderam com isso”, afirma Pacheco. 
 
Ele dá aulas de realidade virtual, vídeos em 360º e mídia digital. Seu curso também inclui atividades práticas e a tarefa de publicar textos em um blog feito para a turma, em que os alunos destacam os desafios e as soluções que encontraram durante as aulas.

“Essa é a parte mais importante. Que descobertas eles fizeram sobre coisas que não tinham nada a ver com essas tarefas, baseados naquilo que tentaram e em que fracassaram. A única forma de descobrir novos jeitos de fazer coisas é tentando e falhando”, afirma.

Na Universidade de Londres, o curso era inicialmente chamado de jornalismo empresarial, mas teve seu nome mudado para inovação no jornalismo. Segundo a professora Jane Singer, responsável pelas aulas, a alteração aconteceu porque antes os estudantes acreditavam que o curso os ensinaria a abrir uma empresa. 
 
“Ainda que alguns alunos pensem em começar seu próprio negócio no jornalismo, muitos estão mais interessados em fazer algo que funcione dentro de uma empresa que já existe, que seja criativo e leve a companhia em alguma nova direção”, disse Singer.

Apesar da mudança de foco, os estudantes ainda precisam apresentar seus projetos em frente a um painel de especialistas, em um modelo muito semelhante ao empresarial.

Os alunos não recebem nenhuma verba para desenvolver seu projeto nem precisam ter um resultado prático de suas ideias para apresentar em sala de aula. Segundo a professora, a ideia e o planejamento é que contam –alguns graduados inclusive já estão levando seus projetos para o mercado de trabalho.

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