‘The Guardian’ faz testes com notificações ‘push’ para contar histórias de forma interativa

Por treinamento

Durante as eleições primárias nos Estados Unidos, o “Guardian” utilizou notificações “push” para informar o resultado da disputa.

O fato em si não é novidade. Vários veículos, incluindo a Folha, usam a ferramenta. Mas o jornal britânico inovou, criando notificações que eram atualizadas em tempo real, à medida que as urnas eram apuradas.

Reportagem publicada no site do Nieman Journalism Lab, de Harvard, mostra que as mudanças promovidas pelo Guardian Mobile Innovation Lab podem servir para antecipar como dispositivos móveis receberão conteúdo nos próximos anos.

Exemplo de notificação do ‘Guardian’ durante as primárias do Partido Democrata (Foto: Reprodução/Twitter)

Outros testes já foram realizados pelo “Guardian”, como na divulgação dos balanços mensais de desemprego nos Estados Unidos. A notificação permitia que o leitor escolhesse entre um ícone de um rosto feliz para receber boas notícias, como aumento de vagas em determinada área, ou um triste para ler as más, como a redução dos postos de trabalho no país.

“Experiências com notificações estão sendo feitas, mas comedidamente”, diz Sasha Koren, editora do Guardian Mobile Innovation Lab. “Parece que estratégias sobre quantos alertas enviar e como trabalhá-los em eventos específicos não fizeram parte do planejamento dos veículos até aqui.”

Segundo a gerente de produtos do Mobile Innovation Lab, Sarah Schmalbach, informar usando notificações permite contar histórias de um jeito mais interativo.

“Falamos muito sobre narrar uma história que atenda as necessidades das pessoas”, afirma Schmalbach. “Há uma versão de 15 segundos de uma história e a versão de cinco minutos. Com base no tempo que você tem, na sua localização e no seu interesse por aquele tópico, tentamos entregar a versão que funciona melhor para você.”

Por enquanto, as experiências do “Guardian” com notificações “push” estão disponíveis apenas para o sistema Android. Interessados em acompanhar os próximos testes podem se inscrever no site do Mobile Innovation Lab.