Google lança serviço que cria receita alternativa para jornais na internet

Por treinamento

No cenário de incerteza financeira dos jornais impressos, um novo serviço do Google surge como alternativa.

Anunciado em fevereiro de 2015 como uma plataforma de monetização para sites de jornais e produtores de conteúdo, o Google Consumer Surveys funciona como um modelo alternativo de “paywall”, sistema em que o leitor não assinante tem acesso livre a um pequeno número de conteúdos e é barrado ao atingir o limite, precisando se tornar assinante para ter acesso completo ao site.

Com o Consumer Surveys, em vez de ser barrado ao atingir o limite de leituras, o leitor é convidado a responder uma pesquisa de marketing encomendada por uma empresa. Após responder, o internauta tem o acesso ao site liberado novamente.

Nesse modelo, quem paga ao veículo de comunicação pelo acesso dos leitores é o Google, que recebe em troca as informações fornecidas pelo internauta e as revende às empresas que encomendam as pesquisas. Para o veículo, o sistema permite captar aqueles leitores que abandonam o site assim que atingem o limite de acessos livres e só voltam no próximo mês, quando a contagem é zerada.

Em testes com 300 jornais norte-americanos, o sistema de remuneração vem gerando bons resultados como fonte auxiliar de receita de jornais como o “New York Daily News“, quinto maior dos EUA em circulação, e outros menores como o “Columbia Missourian“.

Segundo relato na American Journalism Review, alguns jornais de menor circulação, que nunca tinham adotado um sistema de paywall, ficaram temerosos de que o sistema afastasse leitores do site e as visualizações diminuíssem.

O declínio na audiência não foi perceptível entre os sites pioneiros no sistema, mas alguns leitores reagiram negativamente à ferramenta e se mostraram mais inclinados a deixar o site após responder à pesquisa do que a clicar em novos artigos.

Inicialmente, a plataforma, que realiza os pagamentos pelo sistema do Google AdSense, só estará disponível para publicadores dos EUA, Canadá e Reino Unido.