Cartier-Bresson em 12 conversas

Por treinamento

Uma oportunidade rara de conhecer as ideias de Henri Cartier-Bresson (1908-2004) surge agora com o lançamento de um livro de entrevistas do fotógrafo francês.

“Ver é um todo” (editora GGBrasil, 124 páginas, R$ 65,00) reúne 12 conversas de Cartier-Bresson com jornalistas, realizadas entre 1951 e 1998.

Nos textos, ele discorre sobre a sua relação com a fotografia, sua obsessão pela pintura e recorda as circunstâncias da criação da agência Magnum, fundada em 1947 e que alçou seus fotógrafos à condição de cronistas do mundo. “Para nós, [fundar a Magnum] foi uma maneira de nos tornarmos independentes e, ao mesmo tempo, de termos um escritório que se ocupasse das questões comerciais e administrativas”, conta.

Mais preocupado em registrar o mundo por suas lentes, Cartier-Bresson deixou poucas reflexões escritas sobre a fotografia. “Não sou escritor. Posso no máximo escrever cartões postais. De todo modo, não tenho tempo”, respondeu uma vez, quando questionado sobre seus poucos escritos.

Para Bresson, “fotografias são feitas para serem tiradas e reproduzidas para as massas, não para colecionadores”.

Fotografia "México", tirada por Cartier-Bresson na década de 1930. (Crédito: Henri Cartier-Bresson/EFE)
Fotografia “México”, tirada por Cartier-Bresson na década de 1930. (Crédito: Henri Cartier-Bresson/EFE)