Queria continuar nesse ambiente de ideias efervescentes, diz ex-trainee

Por treinamento

A 3ª edição do Treinamento em Jornalismo de Ciência e Saúde da Folha está com as inscrições abertas até 15 de abril.

Para falar um pouco sobre a experiência de passar pelo Treinamento, pedimos ao repórter de “Ciência+Saúde” Gabriel Alves que nos enviasse um depoimento sobre a experiência de participar da 2ª turma de Ciência e Saúde. Confira:

Até então eu queria ser cientista, mas quando vi no site da Folha que haveria o Treinamento em Ciência e Saúde, fiquei intrigado. Era um momento bastante agitado na minha vida, cheio de tarefas, compromissos e prazos a serem cumpridos (não que isso tenha melhorado muito depois).

Talvez tenha sido mesmo uma aventura. Não sou formado em jornalismo e até então nunca tinha pensado em trabalhar na área, mas senti uma atração estranha pelo programa: “vai que…” Havia duas vagas (de seis, no total) para não jornalistas.

Resolvi encarar as etapas. Primeiro, uma prova on-line. Depois, as palestras: achava que já tinha tido muito sucesso só de estar ali no meio de tantos ilustres. O frio na barriga antes da entrevista se transformou em vontade de permanecer na Folha por mais um mês para o treinamento de verdade. Acho que fui convincente.

É estranho começar atuar em uma área totalmente nova. Mas ao mesmo tempo que me sentia (e ainda me sinto) despreparado, passei a ter a certeza de que o melhor jeito de aprender era mergulhando de cabeça.

A paixão pela ciência não seria substituída ou deixada de lado, mas renovada com a possibilidade de trabalhar com ela de uma maneira diferente.

Durante um mês, o convívio diário com meus fantásticos colegas foi muito enriquecedor. Era, de fato, uma constelação. Foi uma oportunidade de colaborar e aprender que raramente tive em toda minha formação. A equipe da Editoria de Treinamento criou um ambiente excelente para que aproveitássemos aquelas quatro semanas ao máximo.

A cobrança e o incentivo caminharam lado a lado e o resultado disso ora é palpável, como no trabalho final da turma, ora não, quando horas ou dias de apuração não se transformam nem em uma linha de texto.

A primeira lição que pude tirar é a perseverança que temos de ter para conseguir buscar uma nova (e boa) história. A segunda é o desapego: seu lindo texto pode ter até dois terços “enxugados”. Você não vai gostar, vai reclamar que ele perdeu “a mágica”, mas ele provavelmente vai ter ficado melhor, de algum jeito.

A terceira é a que toda a formação pregressa é útil, por mais estranha ou arcana que seja. Afinal, você nunca sabe qual é a próxima história que você vai querer ou ter que contar. Às vezes só você poderá trazê-la de um pseudo-obscurantismo para as páginas de um jornal.

Após o treinamento tive a convicção de que queria continuar nesse ambiente de ideias efervescentes que é a Folha. Depois de passar por “Cotidiano” para ajudar a elaborar o caderno especial Escolha a Escola, prestei o concurso interno e hoje sou repórter de “Ciência+Saúde”, bastante motivado, feliz e atrás de uma boa história.

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