Jornalistas votam para escolher novo editor-executivo do ‘The Guardian’

Por treinamento

O processo de escolha do novo editor-executivo do jornal britânico “The Guardian”, que está em andamento, conta com um pleito indicativo com o voto de todos os jornalistas, incluindo freelancers, correspondentes e membros das redações na Austrália e nos Estados Unidos.

O vencedor dessa eleição garante seu nome na lista final, de seis candidatos, da qual os conselheiros da Scott Trust, fundação que administra o jornal, selecionam o novo editor.

Quatro candidatos concorrem à “vaga da Redação” na lista final: Emily Bell, professora de jornalismo digital na Universidade de Columbia (NY), Wolfgang Blau, diretor de estratégia digital, Janine Gibson, editora-chefe do theguardian.com, e Katherine Viner, editora-chefe do jornal nos EUA.

Os quatro candidatos foram sabatinados no último dia 25 para um público de mais de 400 jornalistas na sede do diário em Londres. O encontro foi filmado e disponibilizado na íntegra para todos os jornalistas do “The Guardian” espalhados pelo mundo.

O escolhido substituirá Alan Rusbridger, que ocupou o cargo nos últimos 20 anos e sai para assumir a presidência da Scott Trust. Rusbridger ingressou no “The Guardian” como repórter em 1979 e, como editor-executivo, comandou os processos de digitalização e internacionalização do jornal.

Durante a sua gestão, o “Guardian” ganhou diversos prêmios internacionais, incluindo o Pulitzer de 2014, pela cobertura no caso Wikileaks, que desvelou o esquema de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA, em inglês) dos Estados Unidos.