Depois do “enter”: o que acontece quando a edição fecha

Por Sabine Righetti

O trainee Giovanni Bello escreveu um relato bem interessante sobre o que acontece depois que o jornal fecha e o trabalho na gráfica começa. As fotos também são dele!

Depois do “enter”

Existe um lugar onde as notícias tomam forma: a gráfica.

Jornalistas levantarão as orelhas para a afirmação, mas, no fim das contas, é nas rotativas que o trabalho da Redação toma forma física. No caso da Folha, isso acontece no Centro Tecnológico Gráfico Folha, em Santana de Parnaíba (40 km a oeste da capital).

Nós, da turma de  Treinamento Integrado (jornalismo diário e jornalismo gráfico), visitamos o CTG-F no último dia 3 para entender o que acontece depois que apertamos o “enter” na Barão de Limeira.

São 25 mil metros quadrados de gráfica e uma média de 300 mil exemplares diários.

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Fomos recebidos pelo diretor industrial do CTG-F, Luis Antonio de Oliveira, que nos deu um panorama do que veríamos.

Explicou os horários, as substituições de última hora e a logística de transporte do jornal.

CAMINHO

Seguimos o caminho das páginas da Folha. Na sala de pré-impressão, é feito o controle do que chega da redação.

Se tudo estiver certo, as chapas de alumínio foto-sensíveis são processadas. No caso das páginas coloridas, são quatro chapas, uma para cada cor do sistema CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto).

Dali, elas seguem para a rotativa, onde irá imprimir as páginas do jornal em uma velocidade máxima de 70 mil cópias por hora. O sistema de impressão utilizado pela Folha é o offset, que permite que muitas folhas sejam impressas em um tempo menor.

MEGA-OPERAÇÃO

Em uma sala especial chamada “quiet room” (em inglês, “sala silenciosa”), funcionários verificam a qualidade da impressão e fazem os ajustes necessários em tempo real. A sala não é nada silenciosa, no entanto.

Técnicos analisam a distribuição de cores pela página e o alinhamento da impressão.

Para nós,  leigos, tudo certo e bonito, mas eles têm olhos treinados.

Quando algo não está certo, é preciso corrigir o erro o mais rápido possível, porque a rotativa não para.

Pausar a impressão e retomá-la depois é custoso e demorado, o que atrasaria a entrega para as regiões mais distantes do país. Enquanto as diferenças são acertadas, as edições defeituosas são descartadas.

Depois do controle de qualidade, os jornais são separados em fardos e recebem uma identificação. Separados de acordo com o caminho que seguirão, são levados por caminhões ou avião, dependendo do lugar do país.

Essa mega-operação de produção de notícias,impressão e distribuição dos jornais acontece o ano inteiro, todos os dias, sábado, domingo ou feriado.

Para a Folha, essa é a rotina desde 1921. Nós, trainees, começaremos em breve.

Até logo!

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Turma de Treinamento Integrado da Folha