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Programa de Treinamento

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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Velhas sensações de um eterno novato

Por rbotelho

Por Pedro Kuchminski, trainee da turma 55

Lembro da época em que entrei pela primeira vez em um estúdio de TV para fazer uma entrevista. Estava no meu ano inaugural do curso de jornalismo e a atividade fazia parte do currículo. Tinha recém-completado 18 anos e dias antes havia recebido por correio minha permissão para dirigir. Não tinha carro. Acordava diariamente às 5h30 da manhã, pegava o ônibus (da famosa linha curitibana Centenário-Campo Comprido) e uma hora depois estava, ainda sonolento, sentado em uma das últimas carteiras da sala de aula.

Naquela ocasião, o entrevistado era um médico cardiologista e estava no estúdio da faculdade para comentar o aumento dos casos de infarto entre jovens. Me recordo do frio dentro do estúdio (e da minha barriga), do nervosismo que fazia minhas mãos suarem e da sensação de alívio e dever cumprido ao ouvir do editor: “Corta!”.

Aquela foi apenas a primeira entrevista. Sempre gostei do jornalismo televisivo, mas, ao longo do tempo, passei a dividir minha preferência com o impresso.

Nove anos mais tarde, o Programa de Treinamento da Folha começou para mim. Já no primeiro dia, a Alessandra (editora interina do programa) me pediu para entrevistar o ex-trainee e professor de direito Samuel Barbosa. A gravação faria parte do documentário feito pelo “TV Folha” em comemoração dos 25 anos do programa. O intuito era mostrar como o Treinamento foi importante para o desenvolvimento pessoal e profissional de pessoas que hoje atuam em outras áreas. Aceitei a tarefa com um sentimento saudosista. Quando chegou o dia, ao me dirigir à Redação para a entrevista, me deparei com os mesmos sintomas de quase uma década atrás. Parecia um novato. Algumas perguntas mais tarde, estava mais relaxado.

Samuel destacou todo o aprendizado que adquiriu, como isso moldou sua vida e o ajudou a compreender o papel do jornalismo na sociedade. Dessa vez, após ouvir o “Corta!”, pude entender o real valor dos quatro meses que me aguardam.  Ao mesmo tempo, foi gratificante ajudar a colher o depoimento de alguém que se diz orgulhoso do conhecimento que recebeu. Ao desligar o microfone, não só tive a convicção de estar no lugar certo como também fiquei imaginando quando iria me sentir um novato outra vez.

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