Vida na Redação (3)

Por rbotelho

Por Gabriela Bazzo, trainee da turma 54

Apuração da eleição americana

Minha –breve— história na editoria de Mundo começa com as eleições americanas, dia 6 de   novembro do ano passado. Interessada no trabalho da editoria desde que entrei no trainee, me propus a trabalhar durante a disputa que reelegeu Obama para presidente dos EUA.

Pensava que a oportunidade traria, além do aprendizado que vem a cada vez que pisamos na Redação, contatos interessantes para meus planos pós-treinamento. Naquela terça-feira fui escalada para atualizar o mapa da votação, algo simples até o momento em que começaram a apurar os votos. De verdade, fiquei quase louca.

A apuração corria com uma rapidez que nunca satisfaz os que acompanham o pleito americano, mas que me deixou completamente atrapalhada com tantos números, códigos e cores. Aos poucos fui pegando o jeito e contei com a ajuda de um colega generoso, que parou suas atividades (quando pôde, claro!) para me ajudar com o tal mapa.

Enquanto trabalhava, também pude observar os colegas ao redor, em contato com correspondentes, de olho na televisão e nas agências de notícias.

Me chamou a atenção o pessoal do online, que corre contra o tempo. É necessário agilidade para acompanhar as agências, conhecimento avançado de outros idiomas, edição rápida, Manual de Redação na ponta da língua… A lista parece não ter fim. E ainda assim às vezes algo dá errado.

Naquele dia deixei a Redação às 4h da manhã, já calculando quantas horas de sono me restavam, sendo que no dia seguinte –ops, naquele dia mesmo- uma atividade do trainee me aguardava às 8h da manhã na Folha. E se tem algo que nossas editoras prezam é a pontualidade.

Terminado o trainee, estou trabalhando em Mundo online, tentando desenvolver as habilidades que enumerei ali em cima e muitas outras. O aprendizado continua sendo diário, e a cobrança, a cada dia maior. Confesso que a cada atentado, tiroteio ou invasão minhas pernas tremem por um instante, mas a cada dia domino melhor as rotinas e –infelizmente— cometo erros, alguns muito bobos, que também me ensinam.

E que venham muitas outras eleições.