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Programa de Treinamento

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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Por dentro de “Mundo”

Por Paula Leite

Por Daniel Lomonaco, 23, trainee da turma 54

“A CNN está dando 88 mortos, a Reuters, 102, e o ‘New York Times’, 91, essas informações estão um caos!”, comentou uma das repórteres que cobria os estragos causados pela passagem da tempestade Sandy nos EUA. “O Guardian deu que um britânico distribuiu cocaína às crianças que pediam doces no Halloween, você faz uma nota?”, pediu outra repórter da editoria da Folha que cobre os assuntos internacionais.

Os processos de produção do jornalismo, principalmente em um jornal diário, são “naturalmente imperfeitos e incompletos”, como afirmou um dos jornalistas responsáveis pela produção editorial da Folha em conversa com a turma 54 do programa de Treinamentoa.

Essas dificuldades são ainda maiores quando jornalistas têm de descobrir temas e apurar pautas em lugares muito distantes da redação do jornal.

Parece-me que é o caso da editoria “Mundo”, onde passei dois dias trabalhando durante o feriado de Finados.

Apesar de existirem oito correspondentes internacionais e alguns colaboradores espalhados pelo mundo, os quais ajudam o jornal a cobrir os principais fatos que ocorrem no exterior, a maioria das notícias estrangeiras são baseadas no material das agências internacionais.

Reuters, Efe e Associated Press são os nomes mais conhecidos das empresas que têm jornalistas espalhados por todo o mundo e que lucram produzindo e vendendo material jornalístico para veículos de comunicação.

Com a impossibilidade de se manter profissionais em todos os lugares, é preciso confiar nas agências, empresas cujos métodos de apuração jornalística não conhecemos bem.

Como saber se o que a Reuters mostrou sobre as mortes do Sandy é verdadeiro? Será que apuraram direito as informações? Os nomes das pessoas nas matérias estão corretos? Me perguntei algumas vezes durante o plantão.

Como um professor da faculdade me dizia, “jornalismo não é ciência”. Não mesmo. Por isso a busca incessante dos jornalistas pela apuração mais profunda possível e pelo texto mais imparcial possível.

Esse me parece ser o grande drama do jornalista, ao mesmo tempo seu maior desafio. Nunca conseguimos saber a verdade plena dos fatos, mas, com muito esforço, podemos chegar bem perto dela.

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