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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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As desventuras do jornalismo de mentirinha

Por Paula Leite

Por Beatriz Izumino, trainee da turma 54

Duas semanas atrás nós recebemos um desafio novo: propor uma pauta quente, que deveria depois ser apurada e escrita em menos de uma semana. Para quem vinha suando para pensar em pautas siberianas e quase completamente fictícias – nosso status de “café com leite” quase sempre garante que nossas propostas continuarão imaginárias – ter que apresentar uma opção viável para investigação era motivo o bastante para perder o sono.

Na terça-feira, os golpes rápidos e certeiros da nossa chefe interina Rachel Botelho puseram ao chão algumas das nossas pautas (a minha entre elas) antes que pudéssemos sequer abrir os nossos bloquinhos. As quatro sobreviventes foram distribuídas pelo grupo e lá fomos nós, exercitar os nossos músculos jornalísticos.

O primeiro passo era apurar melhor as propostas que havíamos enviado. Aproveitando a manhã ociosa, Bruno, Joelmir e eu decidimos ir para a rua observar ao vivo o objeto da nossa pauta. Queríamos falar sobre o Programa de Proteção ao Pedestre, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que pôs agentes à paisana atravessando algumas das ruas mais movimentadas da cidade e fazendo o “gesto da mãozinha”, para ensinar pelo exemplo.

Agente da CET à paisana
Agente da CET à paisana faz o gesto do pedestre // Foto Danilo Verpa/Folhapress

 

 

Chegamos à rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, inspirados pela nossa própria excitação.Sair da sala do Treinamento para apurar uma história a tornava concreta, o nosso jornalismo um pouco mais verdadeiro. Por isso, encontrar o repórter Thiago Azanha, colaborador de Cotidiano, que estava lá para cobrir a mesma pauta – só que pra valer – foi um pouco decepcionante. Alentamos-nos com o fato de que a nossa ideia não era ruim, afinal ela sairia na edição do dia seguinte.

Fizemos o serviço completo: entrevistamos os funcionários da CET, conversamos com pessoas na rua e até trocamos impressões rapidamente com o Azanha. Seguimos em frente e escrevemos o texto, indo como sempre muito além do limite já generoso de linhas que recebemos da Rachel. E, é claro, lemos com atenção o texto publicado para aprender onde poderíamos ser mais sucintos e onde poderíamos investir mais.

Não foi desta vez que conseguimos passar do jornalismo de mentirinha do Treinamento para o de verdade, da Redação. Já o Gastón, a Juliana e o Rafael tiveram mais sorte na sua empreitada e emplacaram um texto na edição online, sobre a cobrança de taxa de conveniência na venda dos ingressos do Lollapalooza. Parabéns pra eles!

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