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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Uma historiadora aprendiz de jornalista: mais anfíbio que peixe fora d´água

Por izabela moi

Por Beatriz Izumino, 24, trainee da turma 54

 

Ser uma não jornalista no treinamento de jornalismo diário não chega a ser tão dramático quanto uma tilápia debatendo-se na beira de um tanque de pesque-e-pague. O ambiente não é assim tão diferente ao de outros ambientes de trabalho – quem nunca viu uma sala cheia de pessoas de olhos cansados na frente de computadores? – nem a linguagem tem jargões tão alienígenas que seja impossível de entender.

O mais difícil, acho, é pegar as manhas do processo. O pré-escrever um texto na cabeça antes de chegar à Redação durante a apuração, por exemplo. A “cara-durice” de ligar pra quem quer que seja quantas vezes sejam necessárias para obter uma informação. E, principalmente, manter sempre viva a atitude de “can-do”, que parece sustentar o movimento contínuo dos meus colegas jornalistas de formação.

Explico-me melhor: pelo que eu pude observar até agora, entre os meus companheiros de treinamento e nas conversas com os editores da Folha, uma característica que define os bons jornalistas é a iniciativa. Oportunidades não são desperdiçadas, mesmo que haja arrependimentos.

Se há uma chance de crescer, de aprender mais, de ser melhor, essa chance será agarrada com convicção. Se há uma história a ser contada, a hora é sempre agora – de tocar aquela campainha, de conversar com aquele transeunte que observa uma cena, de perguntar tudo o que há para ser perguntado. (Vejam o exemplo do Joelmir, que escreveu ontem aqui no blog.)

Não me entendam mal: não estou dizendo que os jornalistas ajam de forma impensada. Estou dizendo que os jornalistas agem. Minhas origens acadêmicas (sou historiadora) e as minhas próprias características dizem-me sempre para pensar um pouco, andar antes de correr. Agora, com duas semanas de treinamento, sinto-me mais anfíbia, que peixe fora d’água. Quem sabe até dezembro não viro sapo?

 

 

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