Onde está a pauta?

Por izabela moi

Por Gabriela Bazzo, 23, trainee da turma 54

 

Mesmo formada há um ano, a sensação que o programa de trainee da Folha me traz é de calourice. Calourice dobrada, aliás.
Trabalho novo e cidade nova.

Sou da turma dos forasteiros: o tão sonhado e-mail me convidando para fazer parte dos 12 “elementos” me fez sair da linda, ensolarada e úmida Florianópolis para aterrissar em terras paulistanas. Estou aqui há pouco mais de uma semana e a sensação é de que se passaram meses.

De volta à calourice. Além de perguntar absolutamente tudo e de andar sempre com os outros trainees, me deparei com velhas conhecidas: as pautas.

Nunca vou me esquecer de uma tarde, no primeiro ano de faculdade, em que precisei fazer oito propostas até que o professor avaliasse uma como “razoável”.

As pautas, obviamente, nunca me largaram e passei os últimos cinco anos buscando, entre outras coisas, “olhar para ver” e prestar atenção naquilo que me cerca. Nem sempre é fácil.

Na verdade, quase nunca. Durante essa primeira semana de treinamento, pude conversar com jornalistas experientes que também disseram encontrar dificuldades no ofício.

Se a descoberta foi, por um lado, reconfortante, ela também serviu como alerta de que a dificuldade diminui e a experiência ajuda, mas fácil nunca será.

Se naquela fatídica tarde de 2007 oito pautas foram rechaçadas, na Folha não seria tão diferente. Em uma semana, nossas propostas foram questionadas, viradas do avesso e,
inevitavelmente, derrubadas.

Nosso próximo desafio será ir para as ruas e buscar pautas além do jornal. Veremos o que São Paulo me reserva.