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Programa de Treinamento

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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Quem é quem da turma 54

Por izabela moi
 

O 54o programa de treinamento em jornalismo diário começou  nesta terça, 4/9. Por pouco mais de quatro meses, 12 trainees vão aprender o que tenho começado a chamar de “tecnologia Folha de fazer jornalismo”.

Porque além das ferramentas necessárias (todos vêm com sua própria caixinha de surpresas), o programa investe na formação dos jovens profissionais seguindo os pilares do projeto editorial da Folha, seus princípios e seu modus operandi.

O Manual da Redação é o companheiro de todas as horas. Ao lado dele, e tão inseparável quanto, está o livro “Jornalismo Diário – Reflexões, recomendações, dicas, exercícios”, da Ana Estela (por 15 anos editora do Treinamento aqui).

Nesta turma, adotamos mais uma referência, recém-lançada: “História da Imprensa Paulista”, de Oscar Pilgallo, jornalista que passou muitos anos na Redação e continua colaborador da Folha.

O mantra para os textos é clareza, concisão e precisão. Para os dados que vão ser publicados, é checar e rechecar. O conhecimento de história dá o contexto necessário ao melhor entendimento da informação, suas causas e suas consequências.

E o projeto final desta turma será sobre as eleições municipais. Curioso?

Acompanhe os posts que virão por aí. Eles e elas, os 12 da turma 54, vão dividir conosco aprendizados, dúvidas e reflexões.

Abaixo, o quem é quem desta equipe que topou o desafio. Aproveite para tentar adivinhar o rosto de cada nome. 🙂

 

Foto: Caio Kenji/Folhapress

 

Beatriz Pasinato Izumino, 24, nascida e criada em São Paulo. Formada em história pela USP, vem fugindo das salas de aula (especificamente do lugar na mesa do professor) desde que tem pernas pra correr. Vive em uma batalha constante com a rinite alérgica, e por isso não teve outra escolha se não evitar os poeirentos arquivos onde seus colegas de profissão organizam os mais (e os menos) valiosos documentos em ordens cronológica e alfabética. Resolveu tentar o jornalismo pela chance de conhecer um pouco de tudo, de descobrir e narrar histórias reais. Ligada em cultura pop, aprecia o bom cinemão americano, indie rock e principalmente seriados de televisão. É fã de tênis, que considera o esporte perfeito para os indecisos – torce pra quase todo mundo.

Bruno Lee, 25 anos, filho de imigrantes sul-coreanos, nasci e cresci em São Paulo, mais especificamente na gloriosa Vila Madalena. Às vezes me tomam por sério, ou bravo, mas sou só um sujeito tímido. Me formei em publicidade pela ESPM, porém acho que o mundo não precisa de mais publicitários. Então cá estou. A vontade de ser jornalista vem do meu gosto por contar histórias e no meio do caminho esbarra no interesse por cinema, música, literatura e arquitetura. Enxergo o jornalismo com romantismo, como um meio de promover mudanças, além de ser estimulante do ponto de vista intelectual.

Meu nome é Daniel Lomonaco de Faria. O Lomonaco  tem origem no sul da Itália, graças a uma mal contada viagem de meu bisavô do pequeno povoado de Aieta até o porto de Santos. A origem italiana explica, em parte, a cidade onde fui criado até meus 18 anos. Ouro Fino é um pequeno município localizado no sul de Minas Gerais e foi conhecido até meados do século 20 como uma colônia de imigrantes. Fui para Belo Horizonte quando passei em comunicação social na UFMG. Ótimos professores estiveram pelo caminho, também esbarrei com alguns ruins. Mau jogador de futebol, sempre gostei mais de basquete. Amo o ambiente de Redação, adoro pessoas interessantes e bem informadas.

Gabriela Santos Bazzo, 23 anos, formada em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina e pós graduada em relações culturais internacionais pelo Centro de Altos Estudios Universitarios e Universidad de Girona (Espanha). Desde que me entendo por gente, o que mais amo fazer é viajar. Nascida e criada em Florianópolis, ao longo da minha vida morei duas vezes na Espanha e também passei um tempo na Argentina. O jornalismo veio como uma consequência do meu interesse, ou obsessão, pelo diferente de mim. Muitas das respostas para minhas perguntas eu encontrei na leitura. Sou ciumenta, completamente apaixonada pelo Chico Buarque, canhota e determinada. Procuro fazer tudo com antecedência, nem sempre consigo. De vez em quando, a deadline é minha musa inspiradora.

Gastón Mauricio Guillaux Salinas, 23 anos, boliviano, formado em filosofia pela USP. Chegueiem São Paulo aos dois anos de idade e como fui alfabetizado e educado em terras tupiniquins, sinto-me como um legítimo brasileiro, torcedor do Corinthians, com leve sotaque hispânico e dicção acelerada. Gosto muito de ler e durante minha adolescência fui nadador por um clube da capital. Nos últimos anos de faculdade desenvolvi um projeto de iniciação científica sobre a fenomenologia. Flertei com o jornalismo em feiras de profissões e no ensino fundamental, quando editei um jornal escolar sobre as Olimpíadas de Sidney. Quero agora transformar o antigo flerte em profissão.

Giuliana de Toledo, 22 anos, formada, há poucas semanas, em jornalismo pela PUC-RS. Nasci e sempre moreiem Porto Alegre, exceto no semestre em que fiz intercâmbioem Buenos Aires. Quando tinha 16 anos, participei de uma promoção para fazer uma oficina de jornalismo no Correio do Povo, o jornal mais antigo da cidade. A partir daquela semana, decidi que queria ser repórter. E aqui estou.

Joelmir Tavares, 23, mineiro, formado há um ano em jornalismo pela PUC Minas. Trabalho em jornal desde os 13 anos e já fiz de tudo –já escrevi coluna social, fiz roteiro de artes cênicas e gastronomia, cobri mundo-cão policial, editei noticiário de TV.Em Belo Horizonte, para onde me mudei há cinco anos (sou de Conselheiro Lafaiete), fiz boa parte dos meus poucos, mas sinceros e fiéis amigos. Não sei (ainda) dirigir. Nem assoviar. Nem descascar laranja. Sou calmo (não confundir com lento) e raramente me estresso. Sempre me disseram que eu parecia mais velho do que realmente era. Nunca tive um cachorro, mas ainda terei. Minhas paixões pelo jornalismo, por Minas e pelo Silvio Santos me definem. Já fui tímido. Prefiro ouvir a falar. Gosto mais do inverno. Às vezes, converso sozinho. Sou essencialmente um repórter. É na rua onde me sinto pleno.

Juliana Kalil Gragnani, 21, paulistana no penúltimo ano de jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e cursando letras (espanhol) na USP. Desde pequena, tenho a teoria de que se deve conhecer cidades andando por elas sem rumo. Seguir à risca essa crença já me levou a situações como entrar de bicão em um casamento marroquino em Fez ou empurrar um carro quebrado de um desconhecido na madrugada de Budapeste, entre outras aventuras de uma pessoa que é mais curiosa que cuidadosa. Também sou fã de sotaques: meus irmãos mais novos terão sotaque curitibano, minha mãe não perdeu sua pronúncia brasiliense e eu tentei por muito tempo incorporar o sotaque mineiro, meu favorito, mas não deu muito certo.  Às vezes sinto que minha relação de amor e ódio com São Paulo é recíproca, mas acho que não é pessoal. Prevejo um desequilíbrio a favor do amor pela cidade quando começar a praticar mais jornalismo _com mais pautas e algumas aventuras.

Niteroiense para quem é do Estado do Rio e carioca para os “forasteiros”, sou Leonardo Vieira, cidadão da nação rubro-negra hexacampeã brasileira. Tal qual Forest Gump, já passei por diversas carreiras até chegar ao programa de treinamento da Folha. Aos 17, ingressei no Colégio Naval. Mas não deu certo. Pedi baixa da caserna a dois meses do vestibular sem saber ao certo o que iria fazer. Solução? Para cada universidade, um curso. Fui aprovado em história, jornalismo, meteorologia e oceanografia (pasmem, senhores). Até cheguei a estudar um pouco a ciência climática, mas percebi que meu flerte com as exatas acabara ao mesmo tempo que me desliguei da Marinha. Mergulhei em história, na UFF, mas como vida de professor no Brasil não é lá essas coisas, dei uma chance ao jornalismo, na PUC. A cada estágio, o afeto pelas notícias aumentava. Ao ingressar no programa de treinamento, o sentimento é de estar comemorando bodas de ouro aos 24 anos de idade.

Miguel Martins, 26, carioca criado em Brasília, formado em história pela UnB. Devo minha escolha universitária ao livro “Trato dos Viventes”, de Luiz Felipe de Alencastro, cujas centenas de páginas comecei a folhear em um avião, por puro tédio. Uma informação presente na obra, no entanto, me pegou desprevenido: “No Brasil colonial, levava mais tempo para ir da capitania de Pernambuco à do Maranhão do que cruzar o atlântico sul rumo à África”. Tudo uma questão de rotas marítimas. Pensar o Brasil pelo mar e não pela terra parecia uma ideia brilhante. E foi com ela fresca na memória que assinalei a opção “história” na ficha de inscrição do vestibular. Desde então, passei oito anos lecionando. Mas o que eu ganhei como professor, gastei como músico. No segundo grau, conheci meus melhores amigos e com eles formei a banda Watson. Cheguei ao jornalismo mais por convergência que por consciência. Até meus 25 anos, vivi uma bipolaridade entre a academia e a poesia, sem encontrar um lugar-comum. E cá estou, no encontro entre os dois vetores da minha vida.

Rafael Andery, 22 anos, paulistano de nascença e criação, estou no último semestre de direito na USP. Faço direito porque meu sonho de me tornar o camisa 10 do São Paulo Futebol Clube foi brutalmente estraçalhado na primeira vez que participei de um treino de futebol. Talvez com muito esforço me tornasse o número 14 da Ferroviária, mas ser lateral direito reserva em Araraquara não me agradava. A genética da família possuía um viés um pouco mais acadêmico, de modo que com o tempo me conformei com a ideia de estudar muito para passar em uma boa faculdade. Sou conformado, mas não sou conformista. Não gostei do direito, quero ser jornalista. Alguma coisa na diversidade que cerca essa profissão contrasta tão fortemente com o direito que não consigo não me sentir atraído por ela. Quero aproveitar esta oportunidade como se estivesse subindo o túnel dos vestiários do Morumbi, não com a 14 do Ferroviária, mas com a 10 do Tricolor.

Rayanne Azevedo, 23 anos, natalense, formada em jornalismo pela UFRN. Nasci e me criei em Natal. A infância eu vivi em um bairro de gente simples, dependurada em uma goiabeira, correndo ladeira abaixo atrás da bola, fantasiando besteiras e fazendo perguntas para as quais nunca julgava obter respostas satisfatórias. Não tomei água de chocalho, contrariando as teorias da minha mãe, mas falava pelos cotovelos e tecia comentários sobre tudo; ainda faço isso, mas tento ser mais comedida para não morder a língua. Aos 16, prestei vestibular para jornalismo porque achava que o curso reunia tudo que eu gostava: comunicação, leitura e histórias alheias. Aos 18, tranquei a faculdade para encarar uma experiência de um ano como aupair na Alemanha. Aos 20, arrumei meu primeiro estágio em jornal impresso. Aos 21, chorei quando tive de deixá-lo. No início do ano, colei grau e virei funcionária pública federal por acidente. Fui redimida pela Folha e estou em vias de abandonar essa vida (foi mal, Dilma!).

 

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