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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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De jabás e jogo-duplo

Por Cristina Moreno de Castro

O crítico da Folha ANDRÉ BARCINSKI escreveu outro dia um ótimo post sobre os perigos de se aceitar jabás ou de fazer trabalhos de assessoria quando se atua como jornalista.

São questão éticas sérias, que fazem muito sentido.

O Manual da Redação da Folha é bastante claro quanto ao que acha da prática:

“Para evitar real ou aparente conflito de interesse, o jornalista da Folha não deve possuir ações de empresas sobre as quais escreve com regularidade. A recomendação vale para todos os profissionais, não apenas para aqueles que cobrem o mercado financeiro.

Por exemplo, jornalistas que cobrem saúde não devem ter ações de planos de saúde, quem cobre o mercado imobiliário não deve manter ações de construtoras.

O jornalista da Folha deve obrigatoriamente alegar impedimento e recusar pautas sobre empresas e demais organizações com as quais tenha algum tipo de relacionamento.

Qualquer convite que receba na condição de jornalista da Folha deve ser objeto de consulta a seu superior imediato antes de ser aceito. O jornal não se compromete a publicar textos sobre assuntos do interesse de quem convida; critérios exclusivamente jornalísticos devem decidir o que será aproveitado.

Devem ser submetidos à Direção de Redação convites para viagens, colaboração com outros veículos de comunicação, participação em conferências, seminários, cursos, bolsas de estudo, estágios.

Serão vedadas participações em eventos quando houver real ou aparente conflito de interesses.

Em muitos casos, a presença de um jornalista pode alterar a rotina de funcionamento de um determinado serviço ou evento.

Ao testar os serviços de um restaurante, por exemplo, é conveniente que o repórter permaneça no anonimato e obrigatório que pague sua conta. De outro modo, sua avaliação poderia ficar comprometida por um atendimento especial ao qual seu leitor não teria acesso.

No caso de viagens, quando o convite é aceito e resulta em texto publicado, o jornal informa com clareza que o jornalista teve suas despesas pagas pelo patrocinador.

O jornalista da Folha não deve participar de anúncio comercial. Fica facultada, porém, a possibilidade de atuação em anúncios de campanhas de interesse público, com autorização prévia da Direção de Redação.

O jornalista da Folha não deve aceitar presente de nenhuma espécie ou valor, incluídos itens materiais ou eventuais descontos especiais em estabelecimentos comerciais ou industriais.

Todo presente enviado ao jornal ou à casa do jornalista deve ser encaminhado à Secretaria de Redação para devolução, com carta padrão de agradecimento e explicação.

Ficam de fora dessa determinação produtos destinados a divulgação e avaliação crítica, como cópias de discos, DVDs, livros e softwares.

É proibido ao jornalista da Folha pedir ingresso para eventos culturais, como shows e peças de teatro. Sempre que possível, a Folha pagará pelo ingresso dos profissionais que forem cobrir tais eventos. No caso de shows em que há áreas exclusivas para jornalistas, o jornal pode solicitar o credenciamento.

Em encontros de trabalho com fontes em restaurantes ou cafés, o jornalista da Folha deve pagar sua parte na conta. O jornal reembolsará o profissional mediante aprovação de seu superior.”

Leiam AQUI o texto de André.

(Dica da leitora Anna Vitória :D)

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