Antes queria isso, agora flerto com aquilo; isso é normal?

Uma nossa leitura pergunta:

Formei-me no meio do ano passado e fiz um curso de um grande veículo, tanto o tradicional quanto um voltado para economia, e saí de lá direto pro meu antigo trabalho, que é na área de editoração, nem jornalismo é.

Enfim, só consegui parar pra pensar verdadeiramente na minha carreira no carnaval e surgiu minha crise: tenho dúvidas em que área seguir.

Estou com dificuldade em batalhar vagas porque não sei mais que área eu quero de verdade.

Antes, eu queria política com todas as minhas forças, agora flerto com economia, saúde e cotidiano.

Isso é normal? Vejo meus colegas tão focados nas editorias que eles gostam, e me sinto atirando para todos os lados. Me sinto prejudicada com isso, principalmente porque o tempo corre, e estou me acomodando no meu atual trabalho, que eu já conheço, no qual as pessoas já me respeitam e eu ganho bem.

Mas eu quero redação! Como posso “desempatar” a minha preferência?

O que vocês acham?

Comentários

  1. Acho normal mesmo. Até porque quando estamos na faculdade idealizamos nosso futuro profissional. No início da profissão, pelo menos meus conhecidos me dizeme também vivo isso, é complicado alguém conseguir de cara aquilo que sempre sonhou.
    Então é a chance de conhecer coisas novas e quem sabe desenvolver novos gostos e até descobrir um talento para outras coisas.
    Para quem deseja muito uma área, deve sempre mirar alcançá-la, mas se no caminho aparecer algo interessante qual o problema de experimentar?

  2. Acho meio natural. Conforme a gente vai conhecendo assuntos, vai variando os interesses. Especialmente se você é saudavelmente curiosa. Digo mais ainda: se de repente aparece a chance de você cobrir futebol, digamos, mesmo sendo leiga no assunto, é grande a possibilidade de você achar aspectos de que goste.

  3. Eu vejo isso como algo normal e, mais do que isso, um sinal de que a faculdade expandiu seu universo de conhecimento.
    Estou no penúltimo ano da faculdade de jornalismo, onde entrei atraído pelos assuntos do poder e da política e, mais do que isso, tinha decidido até o tipo de veículo: impresso online. Hoje, mesmo sem nenhuma experiência fora da universidade, sinto que adoraria trabalhar em qualquer mídia, e que muitas outras editorias podem ser interessantes.
    Isso pode ser visto por muitos como indecisão, mas prefiro pensar diferente. Penso que as possibilidades aumentaram, e que isso é bom pra mim.
    Mesmo sem autoridade nem experiência para opinar sobre isso, me atrevo a dizer que a melhor carta para começar o jogo é o coringa.

  4. Eu também sou assim e tinha a mesma dúvida. Resolvi deixar este pensamento para lá depois que percebi que uma pessoa sem foco é muito diferente de uma pessoa sem interesse. Às vezes, uma área no jornalismo atrai. Outras (meu caso) quem atrai é a própria essência do jornalismo, expressa em tantos assuntos e múltiplos formatos. Para falar a verdade, eu acho isso muito bom. Quando a gente passa por tudo, vive diferentes assuntos, a mente fica mais aberta, entendemos mais a sociedade, os grupos de pessoas, aumentamos a curiosidade para coisas que não sabíamos que existiam, combatemos o próprio preconceito. Sendo assim, nos permitimos muito também. Acredito que é tão enriquecedor quanto quem sabe demais sobre um determinado assunto e opta apenas por um. Cada coisa tem seu valor.

Comments are closed.