Cheguei até a última etapa

Uma nossa leitora pergunta:

Cheguei até o final de uma seleção de trainee de comunicação muito concorrida, numa multinacional.

Devo colocar isso no currículo ou não?

O que acham?

Comentários

  1. olha, eu fiquei na ultima fase de fotojornalismo da folha e passei muito tempo pensando se colocava ou não. Passei a colocar como informação adicional. As pessoas acabam olhando com mais simpatia pro meu cv. Tudo vai depender se eh da mesma área de atuação. Eh uma informação irrelevante pra reporter ou ascom, mas fez diferença qnd a vaga é pra foto – fui chamada pra entrevista para uma Vaga que ainda nem sequer existia.

  2. O comentário da Monica é de quem lê o livro “O Poder da Confiança” e passa a distribuir “regras” e “ensinamentos” p/ estudantes quase/recém-formados de faculdades cujo objetivo é colocar no outdoor a aprovação dos estudantes no mercado de trabalho.

    Pode colocar no currículo essa informação. Ainda mais se for p/ empresa “menor” que a que vc participou. Não tem regra p/ currículo, cada um pede uma coisa e ninguém é obrigado a adivinhar.

    1. Julio, a Monica está apenas dando uma opinião, assim como você, certo? Ninguém aqui quer distribuir regras ou ensinamentos. Uma coisa que sempre repetimos é que não há lição que valha para todos os casos. Mas as pessoas devem ser livres para dar sua opinião, para ajudar na reflexão, para acrescentar ideias.

    2. Vc critica a Monica por distribuir regras e depois distribui sua própria regra. Todos no blog têm direito de opinar, contribuir, ajudar a gente a refletir — e têm o dever de respeitar uns aos outros, porque este blog tem leitores muito civilizados.

      1. Eu não a critiquei, apenas expressei minha opinião em relação ao comentário que ela fez.

        Jornalismo não é igual aos outros trabalhos e essas dicas feitas, padrão, não funcionam para nós.

        Foi apenas isso que eu quis dizer.

        1. Legal. Vamos en frente,então. O bom deste blog é que a gente sempre aprende algo novo com os leitores! Ana

    3. E olha que coisa interessante. Você fez um ótimo adendo em seu comentário: se vai se candidatar a uma empresa menor, talvez seja interessante falar sobre seu progresso na seleção. E a Juliana deu um depoimento que parece referendar a sua opinião. Eu já tinha uma visão menos ampla do problema e já tendia a pensar como o Marcelo e a Monica: por mais importante que seja chegar quase lá, há o risco de o selecionador só enxergar o que ficou faltando, e não tudo o que se percorreu. Ana

    4. É, pode ser que, para uma vaga de jornalismo, a avaliação de currículos seja bem diferente. Mas, como ela disse que foi até a última fase de um processo para trainee em uma multinacional, imaginei que o processo tenha sido como alguns que eu já participei quando estagiei em recursos humanos, também em uma multinacional.
      Nesses processos, os entrevistadores costumam questionar, sim, o que você fala. Até mesmo o fato de você dizer que mora sozinho, pode gerar um “Você é individualista e por isso mora sozinho?”. Acreditem, eu já vi e me assustei junto com o candidato.
      Por isso que, na minha cabeça, eu imaginei que essa informação não pudesse ser boa no currículo, mas para concorrer as vagas semelhantes as que ela concorreu.
      Sobre essa tendência auto-ajuda do meu comentário, pode ser vício meu, mesmo, que vivencio esse clima diariamente no trabalho, embora não leia nada a respeito, hehe.
      Por fim, eu não conheço nada sobre jornalismo, mas, pelo que leio e aprendo aqui, parece que algumas regras não funcionam como funcionariam em uma empresa normal, mesmo… Começando por essa flexibilidade em contratar candidatos que ainda não possuem curso superior completo (e que sou totalmente a favor, se a pessoa for capaz de exercer as funções).

      1. Monica, você tem razão, não era uma vaga em jornalismo e sim em comunicação numa multinacional. E acho que essa sua visão de RH é muito importante, porque, pelo que tenho aprendido com os leitores aqui no blog, muitas empresas jornalísticas não selecionam diretamente pela Redação (como é feito na Folha) e sim pelo departamento de RH.
        Eu tendo sempre a pensar como um editor, com os critérios que um editor pode ter na hora de escolher alguém.
        Mas, como podemos ver até mesmo pelo post de hoje sobre querer ou não conhecer os pais biológicos, há critérios muito diferentes em algumas outras seleções.
        Por favor, continue comentando sempre. Não tenho problema nenhum com a auto-ajuda, rsrsrs. Para mim, toda ajuda é válida, seja de dentro, seja de fora! 🙂

  3. Eu coloquei =). Não sei se é legal, mas eu já mandei currículos para vários editores e eles costumam ignorar. Desta vez, recebi respostas. Vai saber rs. Agora também já foi… =D. Sobre a pergunta “por que você acha que não passou?”, será que vão fazer mesmo? Ela é tão sem resposta! Se a pessoa soubesse respondê-la, teria passado. rs

  4. Isso é motivo de orgulho, mas demonstra apenas que você tem qualidades para chegar ao final de uma seleção bastante concorrida (qualidades que devem ficar evidentes para o selecionador a partir de outros sinais que não o critério alheio). Não demonstra qualquer experiência ou habilidade além disso. Não sei se ajuda numa outra seleção, na verdade, porque o critério do selecionador pode ser outro. Se o selecionador faz restrições à forma/critérios como a multinacional seleciona profissionais, inclusive, pode até atrapalhar. Acho tão desnecessário quanto informar seus hobbies e CPF no currículo.

  5. Não. No currículo só deve ter coisas que você já fez ou que faz atualmente. Atividades como essa seriam quase como uma pretensão e o que pretendemos fazer, nós falamos na entrevista, e com muito cuidado para não parecer um candidato que faz promessas sem fim (isso é muito comum, aliás). E, no caso de contar que chegou até a última etapa do processo importante, é bom estar preparada para a volta “e por que você acha que não passou no processo?”

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