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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Quando os cães enriquecem a pauta

Por Cristina Moreno de Castro
Foto de Luiz Carlos Murauskas na Folha.

A pergunta que fiz no post de ontem me lembrou de uma vez em que fiz uma matéria com duas retrancas, pra edição de domingo, sobre os cães que estavam sendo abandonados por moradores removidos da Serra do Mar.

Na primeira retranca, abri com a situação dos vários animais abandonados. Foi uma forma de chamar a atenção do leitor, que geralmente se comove fácil quando o assunto é bicho de estimação.

no segundo texto, tratei da remoção propriamente dita dos moradores irregulares na área de preservação ambiental, que estavam indo para casas do CDHU. Um assunto menos palatável pra muita gente, e que talvez tivesse ficado perdido no noticiário do dia se não tivesse esse “tempero” extra da história dos cães.

Só hoje, ao reler a matéria, me dei conta de que eu não segui a regra do Roy Clark: não citei o nome de nenhum cachorrinho sequer!

E concordo plenamente com ele: lembro que as moças que adotavam os cães usavam apelidos para chamá-los, como “Preta”, “Tiu”, “Rex”, “Branco” etc. Pois bem, a matéria teria ficado muito mais interessante e humana se eu tivesse falado, por exemplo, que o “Bola” chegou às mãos de dona Helena com berne e uma pata quebrada e que ela conseguiu curá-lo e castrá-lo e hoje ele está 5kg mais gordo. Etc.

É ou não é? 😀

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