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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Se eu não tenho o que a vaga pede, devo arriscar?

Por Ana Estela de Sousa Pinto

Nossa leitora Monica pergunta:

Até que ponto é ousado uma pessoa que não tem graduação (mas está cursando) se candidatar a uma vaga que, no anúncio, pede curso superior completo?

Quero dizer, vale a pena ou o currículo é descartado sem ao menos levar em conta experiências, idioma etc?

Às vezes penso não ter problema nenhum, já que vejo muitos casos de gente que tem cargo ‘importante’ e que ainda não terminou a faculdade. Mas também penso que pode ser típico de quem não é nada na vida e acha que pode ser.

ps – eu sei que há sistemas que automaticamente filtram os currículos cadastrados e, sem o perfil que procuram, o seu cadastro não vai nem aparecer pra eles. Mas ainda é comum pedirem o currículo no corpo do e-mail ou anexado, o que significa que pelo menos vão ler algumas linhas.

Mônica, acho que não custa nada mandar (a não ser que seja um concurso pago, algo assim).

É verdade, hoje em dia muitas empresas usam sistemas que filtram os currículos. Eu não gosto deles. Tenho muito medo de perder um bom candidato por uma regra fria e arbitrária.

Em jornalismo, há muita gente que começa a trabalhar antes de terminar a faculdade, e às vezes nem termina.

Se puder fazer seu currículo, em vez de preencher uma ficha padrão, comece pelos seus pontos mais fortes (que variam de pessoa pra pessoa) e com aqueles que têm mais a ver com as necessidades da vaga a que está concorrendo.

Por exemplo, se é uma vaga para trabalhar numa agência de notícias italianas e você é fluente em italiano, inglês e francês, destaque isso de cara.

Se é para fazer produção em TV e você estagiou justamente com isso, e além do mais sabe filmar e editar, priorize essa informação.

Para lembrar: editores recebem muitos currículos e são um povo sem tempo. Ressalte o mais importante. É como lide de matéria: ou você fisga o leitor logo, ou corre o risco de ele não chegar à informação principal.

Boa sorte! 

PS: Quem “não é nada na vida” nunca deve perder a certeza de que pode vir a ser!

 

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