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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Há limites para as perguntas?

Por Ana Estela de Sousa Pinto

 Jorge Araújo/Folhapress

Daqui a pouco tem Santos e Corinthians, o melhor clássico do futebol paulista (talvez do brasileiro?) na atualidade.

Estava ouvindo o rádio enquanto vinha para a Folha e um repórter perguntou ao juiz da partida:

— Apitar um clássico com o Neymar é mais difícil? Porque o Neymar é craque em cavar faltas, né?

Fiquei pensando: uma questão dessas não funciona como uma espécie de pressão ao juiz? Como se dissesse “Olha, nós da rádio estamos de olho para ver se você vai cair nas artimanhas do Neymar”.

Ou não?

Se o repórter está convicto de que o Neymar adora cavar faltas, há problemas em expressar isso numa entrevista com o juiz?

E se ele estivesse “jogando verde para colher maduro”? Ou seja, se o objetivo dele fosse justamente averiguar se o juiz já tinha alguma prevenção contra o jogador, nesse caso seria válido?

Mais uma dúvida: o fato de ser ao vivo afeta o tipo de pergunta que podemos fazer?

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