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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Das patadas inaprendíveis

Por Cristina Moreno de Castro

No post anterior a Ana linkou o relato da Vanessa sobre como é importante ganhar experiência para saber lidar com o dia-a-dia da profissão de jornalista.
Há coisas que a gente só aprende na prática, nas ruas, que as faculdades são incapazes de ensinar.

Reli as coisas que contei para a Vanessa e tive um turbilhão de lembranças de como era minha vida quatro anos atrás, quando não era jornalista profissional nem morava em São Paulo, e das coisas que aprendi nesse meio-tempo — ainda poucas perto de tudo o que tenho pra aprender.

Uma das coisas que ainda não consegui aprender foi a lidar com fontes grosseiras, que destratam o repórter gratuitamente. Acreditem: há muitas por aí. Se você cobre um caso policial, por exemplo, é muito comum os parentes das vítimas ou os suspeitos acharem que você é um aproveitador da dor alheia ou um julgador que quer lhe fazer mal. É difícil explicar qual o papel da imprensa (explicar a gente até explica, mas convencer é outra história).

Já aconteceu comigo, por exemplo, de passar meia hora convencendo um advogado sobre a importância de seu cliente dar uma entrevista, ele concordar, o cliente concordar e, na hora H, um outro advogado aparecer do nada e cancelar tudo, de forma mal-educada e desrespeitosa com o meu trabalho.

Nessas horas, infelizmente, eu geralmente fico sem chão, não sei muito como reagir. Porque grosseria é algo que foge do meu repertório, da minha natureza.


Já aconteceu algo parecido com vocês? Como reagiram? Como se sentiram depois? Chegaram a registrar o fato na matéria?

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