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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Se o futebol complica, ofereça uma pauta de turismo!

Por Ana Estela de Sousa Pinto

Para concluir (por ora) a conversa sobre contar ou não para seu chefe que você faz frilas (não acompanhou? Leia aqui.), a leitora seguiu o conselho de um comentarista aqui do blog e foi perguntar ao outro lado:

Perguntei ao meu irmão, que trabalha numa grande montadora e é supervisor numa área de desenvolvimento. A resposta dele:

 “Eu acho que você não tem que falar para ninguém porque isso é assunto que não diz respeito a ninguém além de você mesma.

Você não tem o costume de falar no ambiente de trabalho sobre o que gosta de fazer, sobre sua relação com o  namorado, sobre o que fez no fim de semana,  tem?

Então também não precisa avisar que gosta de jornalismo e que algum dia pretende trabalhar com isso.

Você sabe que ambiente de trabalho, principalmente indústria, é um local em que, mesmo que não gostemos daquilo que fazemos e estejamos trabalhando apenas pelo dinheiro, não é aconselhável deixarmos as opiniões evidentes.

Há muitas pessoas que trabalham em grandes empresas até conseguirem estabilidade financeira e capital suficiente para poderem abrir o próprio negócio. Porém, até isso acontecer, nada é falado.

Por exemplo, se uma pessoa trabalha na Volkswagen: qual é a obrigação de ter um carro da marca? Nenhuma. Todos têm desconto na compra de um veículo da VW, inclusive estagiários rsrs, mas não significa que eles sejam obrigados a comprar um. Por isso, até mesmo um funcionário da produção, que trabalha diretamente na montagem de um carro, não será julgado por ter um carro da Fiat ou da Chevrolet.

Você tem um eletrodoméstico da marca que sua empresa fabrica? [Nope] Então.

Não escrever sobre a sua empresa você não deve, não somente em uma matéria jornalística, mas nas redes sociais em geral. O funcionário pode ser demitido por justa causa ao fazer um comentário aparentemente inofensivo como reclamar do chefe ou da comida do restaurante da fábrica.

Sobre um possível patrocínio da indústria a algum time de futebol e você escrever uma matéria sobre o rival, eu acho que não há problema em relação ao seu empregador. Isso é risco para o próprio time ou algum jogador que receba o patrocínio. Você se lembra de um comercial do Guaraná Antártica com alguns jogadores usando a camisa da seleção com o símbolo da Nike? O Kaká, porém, patrocinado pela Adidas, apareceu no comercial com a camisa amarela, sem o símbolo da Nike. É o preço.

O contrário, sim, deve ser melhor avaliado por você, para perceber realmente se vale ou não a pena seguir com o trabalho [de jornalismo] e não comprometer sua apuração. Lembrando, querida, que tudo é opinião minha. Talvez alguém com mais experiência de vida pense diferente.”

Achei legal mostrar o outro lado e, caso queira e julgue interessante, pode publicar, também, no blog.

É isso aí!

Resumindo, então: se não interfere no trabalho, não precisa falar nada.

Se interfere, melhor não fazer.

E se te pedirem uma pauta complicada, recuse, mas ofereça outra ainda melhor (deixe uma listinha sempre preparada).

E seu irmão deu uma ótima resposta! Acho que vou chamá-lo para responder às dúvidas dos leitores também! 🙂

 

 

 

 

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