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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Por trás da notícia

Por Cristina Moreno de Castro

Quem não estava na folia do Carnaval deve ter acompanhado o caso da garotinha de 3 anos (acima) que foi atropelada por um jet-ski desgovernado na praia de Guaratuba, em Bertioga, litoral paulista.

O leitor da Folha viu um abre de página na edição de segunda, três retrancas (dois abres) e uma arte na edição de terça e uma notinha na edição de hoje (espera-se que o caso se desenvolva melhor a partir de quinta, quando os envolvidos serão ouvidos pela polícia).

Talvez não imagine quantas pessoas estão mobilizadas para um caso como este, em pleno plantão de Carnaval.

Primeiro, vale a curiosidade: toda a equipe de Cotidiano, sem exceção, trabalhou no Carnaval, em sistema de escala. Como as notícias sobre os desfiles das escolas de samba e blocos de rua saem todas no caderno, e ainda há casos policiais como este de Bertioga, há estradas e os próprios desfiles podem virar caso de polícia (como ontem), tudo acaba exigindo mais esforço do caderno.

Para apurar a história na segunda passada havia, pelo menos, sete pessoas envolvidas.

Da Redação: o RICARDO GALLO como pauteiro e ajudando a descobrir várias informações sobre o caso em Cotidiano, a MARINA GAMA, da Folha.com, tentando (e conseguindo) contato com envolvidos e atualizando no site ao longo do dia e o FELIPE LUCHETE, da Agência Folha, falando com a família da vítima.

Em Bertioga: a MARIANA POLI, do “Agora“, os repórteres-fotográficos JEFFERSON COPPOLA e PAULO PINTO, e eu, pela Folha.

E tenho certeza que dois colegas experts em casos policiais também ajudaram lá na Redação. Isso sem falar nos colegas que fizeram a edição e os redatores que fecharam a arte, por exemplo (como eu estava fora, não sei quem foram).

Deu pra mobilizar tanta gente porque: 1) é mesmo um caso grave. 2) Não aconteceram outros casos tão graves ao longo do Carnaval, pelo menos até segunda. 3) A equipe que não estava nem no Anhembi nem no Rio pôde concentrar esforços nessa história.

A vantagem de ir a Bertioga numa situação dessas é que dá pra gente ir até o local do acidente, falar com testemunhas, ver se as histórias batem, pra não ficar só no oficial apresentado pela polícia e pelo advogado de defesa — que também são imprescindíveis de ouvir, assim como a família da vítima. No local dá pra gente abordar, por exemplo, a facilidade de qualquer pessoa pilotar um jet-ski, sendo habilitada pra isso ou não, sendo menor de idade ou não, estando alcoolizada ou não, mesmo numa praia cheia de banhistas.

Isso amplia a pauta, levanta novas questões além do caso em si, que o infográfico ajudou a ilustrar muito bem.

Agora outra curiosidade por trás da notícia: saí de Bertioga às 18h30 e bati o texto no teclado do celular, para enviar à Redação e dar tempo de entrar no primeiro fechamento (às 20h). De lá, eu iria direto para casa e esperava chegar umas 20h30.

Mas aí virei “personagem” de pauta de trânsito, já que milhares de pessoas tiveram a ideia de voltar em plena segunda pra “fugir” do congestionamento da volta do Carnaval. A Rio-Santos parecia um estacionamento gigante e a Imigrantes também estava parada, então voltamos pela Tamoios, aumentando a viagem em 200 km, mas com a vantagem de estar vazia.

Mesmo assim, cheguei em casa às 2h30 — tinha entrado na Redação às 11h. São os chamados “ossos do ofício”… 😉

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