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O blog é uma extensão do Programa de Treinamento em Jornalismo da Folha. É produzido pela equipe da Editoria de Treinamento, pelos trainees e por outros colaboradores da Redação da Folha.

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Por que gostamos dos clichês?

Por Ana Estela de Sousa Pinto

A Cris colocou lá embaixo a foto que venceu um dos mais importantes concursos de fotojornalismo do mundo.

OK, é uma bela foto. OK, é relevante, é quente, tem notícia.
Mas achei totalmente óbvia.

É a velha e boa imagem da Pietà, que conhecemos desde o século 15, na escultura de Michelangelo,  cena aproveitada muitas outras vezes no renascimento, como na tela de Caracci, e em fotos sempre que há uma tragédia (e sempre há uma tragédia)…

A culpa não é, claro, do fotógrafo Samuel Aranda. Dá para ver no site dele que o moço faz fotos lindíssimas e originais.

A culpa é do júri, por não ter coragem de dizer não ao clichê.

É qual é o problema do lugar comum? É que ele é ao mesmo tempo vago e absoluto. Não é só uma saída fácil. É mais perigoso que isso: é um símbolo tão marcada que a informação que ele transmite acaba suplantando aquela que você queria comunicar.

 Ou estou errada?
O que vocês acham?

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