Quando o leitor conta a história

Antes era assim: o jornalista ficava sabendo de uma informação, conversava com trocentas pessoas, escrevia em sua máquina de datilografia, a notícia saía no jornal, o leitor lia e, quando queria comentar sobre aquilo, falava com o amigo na mesa do bar ou, no máximo, enviava uma carta ao jornal.

Agora, a notícia se espalha alguns segundos depois de ocorrida, via twitter de fulano, facebook de sicrano, site do jornal e todos os outros veículos, o leitor comenta pelo portal de notícias, pelo twitter, pelo facebook, pelo blog.

O leitor tem muito mais voz do que antes ou, pelo menos, sua voz é amplificada em muito mais milhões de vezes.

E o jornal esperto é aquele que aproveita esta voz, e todas as histórias que ela conta (e está ansiosa por compartilhar), e transforma em reportagem, em algo gostoso de ler, bem editado, com título, linha-fina, olho, foto e arte.

O New York Times é um dos que melhor sabe aproveitar o que o leitor tem a oferecer para transformar em matéria especial em seu site.

Transforma em gráfico, em galeria de imagens, em nuvem de palavras, em tweets focados em um só tema etc.

Vejam vocês mesmos dez belos (e espertos) exemplos, AQUI.

 

Comentários

  1. Isso é crowdsourcing lá deles. Aqui no Brasil fazemos melhor:

    Zero Hora
    @zerohora

    Envie foto da calcinha que você jogaria para o Wando e preste sua homenagem owl.li/8WBC6 (via @segundocaderno)

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